quarta-feira, dezembro 27, 2006

Certa altura.

Eu quero o tempo voando
Os meus sonhos na mão
a letra mais bonita
pra chorar no refrão

Procuro mudança nos outros
Por gritos que não incomodem
Se é que não podem,
Se é que eles querem.

E no travesseiro confissões
Ilusões que nasceram no bar
com o sono por perto,
qualquer um sabe o que é certo.

Santo quem.

Venha temporal,
abençoe o meu cordel,
luzes, sons, sentimentos
uma ponte do meu céu

vale quanto pesa
fé do devoto na reza
santo é quem se preza

vai tempestade
leva o poeta sem inspiração
que o vento e a brisa gelada
ele sinta no coração

o peso do pranto
faz desconhecer o santo
ninguém acomoda
se a fé não é tanta

Simplicidade com rima fácil.

É indescritível
Aprender com detalhe.
Reparar que tem sempre alguém,
que só o fato de fazer parte de você
lhe faz muito, muito bem.
Sorrir, beber, dançar e sonhar.
Gastar tempo, Ganhar tempo,
Tempo bom, bom de viver,
Bom pra escrever
Por estar feliz, enfim feliz.
De novo.

domingo, setembro 03, 2006

Por si, só.

Um amor só dela,
que sempre preciso,
e se resume a ela,
cabelo, boca e sorriso.

Sem razões pra evitar,
A razão já perdeu lugar,
Tudo que sempre se quis,
um refúgio, pra ser feliz.

É desejar o distante,
Assumir um mundo clichê
Te querer amiga, te querer amante,
Por fim, rimar 4 letras, com Lê!

Promessas e juras, só a fiado.

Promessas de buteco,
juras de vida inteira,
comprometido hoje,
esquecido segunda feira,
Quem fica com a Culpa?
É a noite, a mesma luta!
Hoje sou destemido,
Quero vida, falar e sorrir..
o destino, é sempre amigo!
A beleza, já não me engana,
Não pensar, quando tentar,
Nem uma vez, nunca medir!
Juras que não esqueci,
mas nunca vou cobrar!





Um amigo que inspirou, que captou uma frase. Agradeço.


Ao som de Reptilia- The Strokes

segunda-feira, julho 31, 2006

O bobo e os perigosos.

Os perigosos estão sempre perto
menos de 4 é sempre pouco
Os perigosos são os mais espertos,
Mais ainda existe um que é bobo.

Mas são todos muito boa gente,
Todo mundo pode lhe falar,
Entre si são bem diferentes,
mas estão juntos em todo lugar,

Eles são os mais amigos,
Eles se gostam pra valer,
Eles estão sempre unidos,
É só parar pra ver...

Vou começar falando do bobo,
Que toma conta do balaio,
Pra dar bronca num bando de louco,
tem um chamado Caio.


Existe aquele que é o organizado,
Assustou e viu que amigos tinha,
São Jorge, sempre apaixonado,
Apelidado Bretinhas

Tem aquele que é o cara,
O mais sério, o bam bam bam,
de contar piadas não para,
Apelidado Dan.

Pra fechar vem o pegador,
Pra ele a mulherada só diz sim,
Ele só não diferencia cor,
Apelidado Vinicim.

Os perigosos estão sempre perto
menos de 4 é sempre pouco
Os perigosos são os mais espertos,
Mais ainda existe um que é bobo.


Eles são os mais amigos,
Eles se gostam pra valer,
Eles estão sempre unidos,
É só parar pra ver...

sexta-feira, junho 16, 2006

Pra segurar.

Uma loucura,
insensível,
intensa, imensa,
Confusa, uma ternura.
Imprevisível.
Sincera, Se espera.
Um encanto,
A sorte, o corte, a perdição.
A predileção.
Sabe como é, nunca
Se aprende!

Frio.

Sem vontade de rezar,
Bem assim que se define,
Sem querer ser notado,
Pior quando sumiu.
Nada, pior quendo se percebe,
O que evidencia, é o que se esconde.
Tentar ir embora, mas não ter pra onde.
Não há espaços nos devaneios,
Abrupto, que não tem meio.
Ilusão que semeou,
Daí então, não mais se consolou.

sexta-feira, maio 26, 2006

O perigo da indecisão faz pensar no agora.

Não tenho tempo para indecisão,
manda a cabeça, sofre o coração.
O que passou, eu já deixei pra trás.
É só assim que se consegue paz.

Cala a boca, to falando comigo.
Arranca a roupa, vem correr perigo.
Mas venha louca, que te dou abrigo.
Coisinha pouca, já não mais consigo.

Perder o tempo tentando pensar.
o melhor mesmo, é se deixar levar.
se arriscar, e arrepender um bocado,
sentir na pele o sabor do pecado.

A hora é essa, o momento é agora.
Se hesitar, abre a porta e vai embora.
Porque pra mim, tudo tem data e hora,
Se perde a vez, depois deita e chora.

quinta-feira, maio 25, 2006

Cambalhota

Bem como um navio quando sai da rota,
Feito a palavra que não cai no papel,
Foi quando a vida deu uma cambalhota,
Tentou se erguer, e alcançou o céu.
Revira o mundo, atrapalha tudo,
Se segura, se não aguenta, solta.
Só não se esqueça do seu plano mudo.
Problema pequeno, já não importa.

Tome cuidado, vê se não vacila,
não descuidar é essencial,
Ninguém segura teu lugar na fila,
Por mais que isso lhe seja vital.

sexta-feira, maio 12, 2006

Um mundo em poucas letras

É a razão de todo luxo,
motivo pra rodear, ficar tonta,
Justificando todo impulso,
Até saber que não dá mais conta.

Então pra que tentar?
Se daqui não quero sair...
Deixe viver, toca o barco pra lá!
Penso no jeito de lhe ver sorrir.

E no mundo de letras poucas,
onde toda existência é insana,
Não existem sérias, muito menos loucas,
um universo que simpatia e beleza emana.

quinta-feira, maio 11, 2006

Tudo fora de ordem.

Forçou, mas não cabe,
Teimou, mas não sabe,
Apaixonou, mas não abre.

Forçou, mas não sabe,
Teimou, mas não abre,
Apaixonou, mas não cabe,

Forçou, mas não abre,
Teimou, mas não cabe,
Apaixonou, mas não sabe!

Tempo corrido.

Já faz mais de dia e meio,
ele até se esforça, sei que tenta,
mas não esquece do seu balanceio.

Já faz mais de uma semana,
E ela faz e desfaz,
pensando que a todo mundo engana,

Daqui a pouco completa mês,
Tudo some, mas aparece. Eis...
...lá vamos nós outra vez.

E essa é a vida que se tem,
do jeito que dá pra levar,
A pé, de bicicleta ou trem,
Ganhando só para a conta do chá!

Só e não.

Não só faça o café,
Só não me perca a flor,
Não só, ser uma mulher,
Só, não ser outro amor.

Não, só acenda a chama,
Só, não me leve a saída,
Não só, diga que ama,
Só não, me deixe perdida.

Não só, estenda a mão,
Só não, me faça chorar,
Não só, seja paixão,
Só não, me pague o jantar.

Só, não quero dormir.
Não, só encostar a cabeça,
Só, não te faço sorrir,
Não só viva, enlouqueça.

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Desculpe a expressão mas fiquei feliz pra caralho com esse texto, foi com eu lírico feminino, eu tentava fazia tempo. To satisfeitíssimo.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Doce boemia.

A muitos desejo o bem,
é o ritmo da vida,
ginga é pra quem tem,
não pra quem faz a pedida.

Sinceridade meu camarada!
E ela, tá por aqui?
Sozinho nem faço nada,
muito mal consigo sorrir.

Se desejar é pecado,
prepare-me o inferno,
Se viver é ser amado,
Quem me dera ser eterno.

Certa vez quisera ser samba,
numa roda de amigos cantarolado.
por uma porção de gente bamba,
Sem receio algum de mostrar gingado.

Batucando 3 dedos na mesa,
Viciado na boemia,
filosofando sem ter certeza,
de volta qualquer dia.

Se desejar é pecado,
prepare-me o inferno,
Se viver é ser amado,
Quem me dera ser eterno.

Beijo em você

Contigo nunca tenho certeza,
Nem procuro te entender,
Num ato de nobreza,
deixo um beijo em você.

Não quero te ganhar,
muito menos te perder,
só vim para deixar,
algum beijo em você.

Um viva para teu mel,
a capacidade de me prender,
até quando amarga como fel,
mando um beijo em você.

Então por favor sorria,
Triste não gosto de lhe ver.
Pra ver de volta a simpatia,
Escrevo um beijo em você.

Essa menina amizade,
que nem sabe como ser,
geniosa genialidade,
disse:"beijo em você."



terça-feira, janeiro 31, 2006

Em qualquer canto.

Esse tropeiro eu como pelas pontas
E vou de trem sem fazer conta.
Eu vou mansinho sem as ondas
Desconhecido nas montanhas
Nos sempre belo horizontes
Adentro o céu por trás dos montes
Eu vou pelo clube da esquina.
Encantado com a tímida menina.
Na sua brisa como um beijo,
De manhã goiabada e queijo,
E agradeço meu santo,
Aqui sou feliz em qualquer canto,
na mais bela cachoeira,
ou na vila estradeira,
Do meu jeito desconfiado,
Sentado num canto do terreiro,
Vibrando num Atlético e Cruzeiro.
é menina não te deixo pra trás.
Uai, eu amo cê demais.



**em parceria com o Guizão mais uma vez.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Brincando com verbos.

Ao entrar feche a porta.
Ao sair abra um sorriso.
Ao sorrir, divida.
Ao dividir, fale
Ao falar, cale.
Ao calar, reflita.
Ao refletir, suma.
Ao sumir, volte.
Ao voltar, entre.
Ao entrar, feche a porta...

nada demais, nem ela, nem o texto.

E quando muito,
uma palavra.
Ou quando pouco,
uma expressão.
Na sua alva leveza,
nas suas minúcias.
Não te cultivo nada demais,
mas lhe acho fascinante.
mas não é nada demais, mesmo.

esperança.

E quando precisar do ombro
Aqui estarei
Se o fardo for pesado demais
Se Estiver dificil de carregar
Disponha, e abuse.
Não tema nenhum perigo.
Porque não há revolução sem luta
E nessa particular disputa,
To aqui amigo.
Seu reino você é quem faz,
olhos no que vem em frente.
se passou, ficou pra trás.
não se acanhe, não desista.
o recomeço é agora,
persistência, é o lema da nossa vitória.

sábado, janeiro 07, 2006

Ai se Sêsse

"Ai se Sêsse

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse a porta do céu e
fosse te dizer qualquer tolice
E se eu arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tavés que nois dois ficasse
Tavés que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse"



Cordel do Fogo Encantado.


Encantador.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Vagabundo

Que disparate.
o que seres?
Na última tranpiração.
Sem nenhum interesse
numa noite severina
vagabundo, sem inspiração
Numa disritmia mental
jurou ser napoleão
E tempo afora percebeu seu erro,
viu-se Jesus.
E finalmente o que jurara ter feito
O mundo.
Ah cala-te vagabundo.




**uma brincadeira com os nomes das faixas do cd Vagabundo, de Pedro Luís e A Parede & Ney Matogrosso.

mas nem por.

Ah não venha esse olhar
sem essa fala doce.
a quem enganas
nada me impede
tome a indiferença.
deixo que diga.
deixo que finja.
não lhe noto
nem por misericórdia.

seu samba.

Eta menina que samba.
eta menina danada.
e enche os olhos dos pedintes
de suingue, e ginga.
eta menina dance
porque eles querem.
somente samba.

er..

uhm queria abraçar o mundo.
pela primeira vez.
quisera ter mil amigos.
não só 4.
um bem querer profundo.
sem ter porque.
mas guardou pra si.
e a vontade efêmera que só,
foi-se.

Os oim do meu amor

"nunca mais eu vi
os oim do meu amor,
nunca mais eu vi,
os oim dela brilhar,
são dois jarrinho de flor,
e todo mundo quer cheirar"


Cordel do Fogo Encantado.

Encantador.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Afinidade.

tenho 3 irmãos.
aqueles de sangue.
Um deles pouco vejo,
outro é um grande amigo,
o caçula, meu protegido.
mas venero o irmão de escolha,
o que eu adotei irmão.
para a vida toda.
não faço por merecer
tanta cumplicidade
me comovo com ele
não há maior amizade
meu irmão de outra cor, de outro lar.
que me perdoem os que a vida me deu
me são muito queridos
mas o que eu escolhi
é meu preferido.

Saudade.

me disse,
ouvi.
sabe a
falta que
faz
a paz
que me
traz.
que não
seja
como outrora.
mas
vive em
mim
pra sempre.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

de onde vem a calma

de onde vem a calma
daquele cara
ele nao sabe ser melhor viu
como nao entende
de ser valente
ele nao sabe ser mais viril
ele nao sabe nao viu
e as vezes da como um frio
é o mundo que anda hostil
o mundo todo é hostil
de onde vem o jeito
tao sem defeito
que esse rapaz consegue fingir
olha esse sorriso
tao indeciso
ta se exibindo pra solidão
nao vao embora daqui
eu sou o que voces são
nao solta da minha mao
nao solta da minha mão


eu nao vou mudar não
eu vou ficar sim

mesmo se for só
nao vou ceder
deus vai dar aval sim
o mal vai ter fim
e no final assim calado
eu sei que vou ser coroado rei de mim

terça-feira, dezembro 20, 2005

Incompleto.

Eu peguei um livro para ler, pra entender sobre coisas que nem sei.

Eu pedi pra ter fé mas não crer, só pra ver que o espírito é ter.

Um insensato me disse: Você tudo quer, mas nem sabe o porque.

Incompleto todo mundo é, mas, eu sei que o que falta é viver.

Lentas, me vem respostas para aprender a amar.

Se tudo bem, encosta e deixa chorar.

Pois você já sabe muito bem que eu vim pra ficar.

Eu sei lá porque vou pedir, pra me distrair, pra me torturar, pra me perturbar. Quero não.

Eu escolhi uma vida pra viver, pra rever atitudes que tomei.

Desejei a sorte de vencer, só pra me sentir inteiro uma vez

Quando o sensato me disse: Pra que tudo querer? O que vale é ser.

Se tudo quero, ao meu modo, mas sem saber como é ao certo,

Fico assim, inconstante, imaturo, sem ter como saber

Preciso de ajuda, a quem recorrer

Contigo meu mundo é repleto,

De cores, vontades, sentimentos, de momentos.

E quando só,percebo quanto sou incompleto.

Eu sei lá porque vou pedir, pra me distrair, pra me torturar, pra me perturbar. Quero não.



***Trechos em itálico são de autoria do Drumond

Trecho de Primeiro andar.

"eu preciso andar,
um caminho só,
vou buscar alguém,
que eu nem sei quem sou,
eu escrevo e te conto o que eu vi,
e me mostro de lá pra você,
guarde um sonho bom...pra mim."

Chupinhado de algum canto do orkut, texto que NÃO é de minha autoria.

"É Roberto.... Desta vez não teve jeito. Desta vez nossa torcida se afogou em nosso peito. Desta vez a tempestade nos jogou na escuridão acendendo em nossa face somente a luz da humilhação. Fez-se silêncio na alvorada Nossa estrela se apagou Nosso gelo derreteu Nossa raça não vingou. Nem ao pranto de seu filho desta vez ele cedeu. O varal está vazio. Foi o vento quem venceu. Mas enquanto meu coração pulsar E por minhas veias O sangue alvi-negro correr Estarei torcendo pelo meu Galo Sempre haverá Uma bandeira Preto e Branca A tremular Sempre haverá Um fanático a gritar: Galoooooo E sempre terá Uma camisa preto e branca Pendurada no varal Pois se o vento a derrubar Penduramos novemente no varal"



segunda-feira, dezembro 19, 2005

Mudanças.

Resolvi largar o weblogger, portanto o outro blog já era, trouxe todos os textos para esse.
Não que alguém realmente se importe.

Já foi.

Já não és tão bela

Já passas desapercebido

Já não és mais cinderela

Já caiu a flecha do cupido.

Já não vales meu tempo

Já não mais te faço sambas

Já não mais me seduz.

Já preciso de outro ritmo, de outra luz.

Já não te faço poesias

Perdeste o dom de me encantar

Mal me fazes sorrir meu bem,

Já existo sem ti,

Já não mais me convém.


Eu, papel, caneta e "você".

Hoje não penso te escrever

Quero falar sobre tempo,

Sobre crises, sobre céu,

Mar, Terra, estrelas.

Mas minha caneta teima,

Ela quer escrever “você”

Mas resisto, quero falar de...

Angústia, talvez alegria,

De realidade, fantasia.

Mas ela quer “você”

Porém, eu que mando,

E quero liberdade, quem sabe...

Religião, falo até sobre tédio.

Sobre o nada, ou tudo.

O que é abstrato,

Pra tentar me perder,

Pra tentar convence-la,

De hoje, só hoje, não escrever...você.

Ledo engano

E lá vem ela

Quão bela

Parada, flutuando

Simplesmente respirando

Completamente inerte

Se bem que não basta

Tem que se fazer presente

Se encanta quando ela passa,

Simpática e indiferente.

Ele acredita um dia tê-la consigo

Um dia quem sabe, com um plano,

Ah, pura tolice, não mede o perigo,

Mais um ledo engano.

Mas ele é um iludido,

Um idealista, puro no sentimento,

E pior, ele está perdido,

Mas não sabe, vive seu momento,

Quando ela disfarça, desfila

Diminui o passo, como só ela sabe,

E ele se derrete, admirando, em um contentamento,

Que nem mais dentro dele cabe.

Ele acredita um dia tê-la consigo

Um dia quem sabe, com um plano,

Ah pura tolice, não mede o perigo,

Mais um ledo engano.

Ela não sabe quem ele é

Que ele devaneia, que é louco,

Por ela, um dócil louco,

É um romântico, um bobo,

Um pobre e singelo maluco,

Talvez ele se cure,

Antes que ela venha a saber

Talvez...mas custo a crer.

Ele acredita um dia tê-la consigo

Um dia, quem sabe, com um plano!

Ah pura tolice, não mede o perigo

Venhamos e convenhamos, um ledo engano...

Do seu modo


Uma menina querendo brincar
A moça arriscando viver
no reflexo do tempo
as lembranças de outra hora
não pude adivinhar, hesitei em arriscar
arrependi por um dia saber

Fica vai, não quero só, se você for
agora foi, não penso mais.

Entre tantas se destaca
inconsciente, criou-se o modelo
amo a moça forte, ainda mais a fraca
nesse mundo que girou
o sorriso só de longe acenou
pro lamento do trovador

Fica vai, não quero só, se você for,
agora foi, não penso mais.

Protagonista, coadjuvante,
poses de artista, desimportante.
a passagem do portal
de um que vem, como será.
de um que foi, e não virá
deixa o resto pra lá

do seu modo, protagonista, coadjuvante,
minha ametista, meu diamante.

Devaneios de um moço com sono


numa imagem utópica
o óbvio que vejo,
na ilusão de devaneios
perco a percepção
do que é firme
o que resta é jogar
fecho os olhos
me preparo pra saltar
e antes que chegue no chão
voando pelo ar,
espero por sua mão
e confio tanto quero
ela estara lá
que bom será
oh! devaneios...



*obvio utopico-> Retrato pra iaia.