quinta-feira, dezembro 22, 2005

Afinidade.

tenho 3 irmãos.
aqueles de sangue.
Um deles pouco vejo,
outro é um grande amigo,
o caçula, meu protegido.
mas venero o irmão de escolha,
o que eu adotei irmão.
para a vida toda.
não faço por merecer
tanta cumplicidade
me comovo com ele
não há maior amizade
meu irmão de outra cor, de outro lar.
que me perdoem os que a vida me deu
me são muito queridos
mas o que eu escolhi
é meu preferido.

Saudade.

me disse,
ouvi.
sabe a
falta que
faz
a paz
que me
traz.
que não
seja
como outrora.
mas
vive em
mim
pra sempre.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

de onde vem a calma

de onde vem a calma
daquele cara
ele nao sabe ser melhor viu
como nao entende
de ser valente
ele nao sabe ser mais viril
ele nao sabe nao viu
e as vezes da como um frio
é o mundo que anda hostil
o mundo todo é hostil
de onde vem o jeito
tao sem defeito
que esse rapaz consegue fingir
olha esse sorriso
tao indeciso
ta se exibindo pra solidão
nao vao embora daqui
eu sou o que voces são
nao solta da minha mao
nao solta da minha mão


eu nao vou mudar não
eu vou ficar sim

mesmo se for só
nao vou ceder
deus vai dar aval sim
o mal vai ter fim
e no final assim calado
eu sei que vou ser coroado rei de mim

terça-feira, dezembro 20, 2005

Incompleto.

Eu peguei um livro para ler, pra entender sobre coisas que nem sei.

Eu pedi pra ter fé mas não crer, só pra ver que o espírito é ter.

Um insensato me disse: Você tudo quer, mas nem sabe o porque.

Incompleto todo mundo é, mas, eu sei que o que falta é viver.

Lentas, me vem respostas para aprender a amar.

Se tudo bem, encosta e deixa chorar.

Pois você já sabe muito bem que eu vim pra ficar.

Eu sei lá porque vou pedir, pra me distrair, pra me torturar, pra me perturbar. Quero não.

Eu escolhi uma vida pra viver, pra rever atitudes que tomei.

Desejei a sorte de vencer, só pra me sentir inteiro uma vez

Quando o sensato me disse: Pra que tudo querer? O que vale é ser.

Se tudo quero, ao meu modo, mas sem saber como é ao certo,

Fico assim, inconstante, imaturo, sem ter como saber

Preciso de ajuda, a quem recorrer

Contigo meu mundo é repleto,

De cores, vontades, sentimentos, de momentos.

E quando só,percebo quanto sou incompleto.

Eu sei lá porque vou pedir, pra me distrair, pra me torturar, pra me perturbar. Quero não.



***Trechos em itálico são de autoria do Drumond

Trecho de Primeiro andar.

"eu preciso andar,
um caminho só,
vou buscar alguém,
que eu nem sei quem sou,
eu escrevo e te conto o que eu vi,
e me mostro de lá pra você,
guarde um sonho bom...pra mim."

Chupinhado de algum canto do orkut, texto que NÃO é de minha autoria.

"É Roberto.... Desta vez não teve jeito. Desta vez nossa torcida se afogou em nosso peito. Desta vez a tempestade nos jogou na escuridão acendendo em nossa face somente a luz da humilhação. Fez-se silêncio na alvorada Nossa estrela se apagou Nosso gelo derreteu Nossa raça não vingou. Nem ao pranto de seu filho desta vez ele cedeu. O varal está vazio. Foi o vento quem venceu. Mas enquanto meu coração pulsar E por minhas veias O sangue alvi-negro correr Estarei torcendo pelo meu Galo Sempre haverá Uma bandeira Preto e Branca A tremular Sempre haverá Um fanático a gritar: Galoooooo E sempre terá Uma camisa preto e branca Pendurada no varal Pois se o vento a derrubar Penduramos novemente no varal"



segunda-feira, dezembro 19, 2005

Mudanças.

Resolvi largar o weblogger, portanto o outro blog já era, trouxe todos os textos para esse.
Não que alguém realmente se importe.

Já foi.

Já não és tão bela

Já passas desapercebido

Já não és mais cinderela

Já caiu a flecha do cupido.

Já não vales meu tempo

Já não mais te faço sambas

Já não mais me seduz.

Já preciso de outro ritmo, de outra luz.

Já não te faço poesias

Perdeste o dom de me encantar

Mal me fazes sorrir meu bem,

Já existo sem ti,

Já não mais me convém.


Eu, papel, caneta e "você".

Hoje não penso te escrever

Quero falar sobre tempo,

Sobre crises, sobre céu,

Mar, Terra, estrelas.

Mas minha caneta teima,

Ela quer escrever “você”

Mas resisto, quero falar de...

Angústia, talvez alegria,

De realidade, fantasia.

Mas ela quer “você”

Porém, eu que mando,

E quero liberdade, quem sabe...

Religião, falo até sobre tédio.

Sobre o nada, ou tudo.

O que é abstrato,

Pra tentar me perder,

Pra tentar convence-la,

De hoje, só hoje, não escrever...você.

Ledo engano

E lá vem ela

Quão bela

Parada, flutuando

Simplesmente respirando

Completamente inerte

Se bem que não basta

Tem que se fazer presente

Se encanta quando ela passa,

Simpática e indiferente.

Ele acredita um dia tê-la consigo

Um dia quem sabe, com um plano,

Ah, pura tolice, não mede o perigo,

Mais um ledo engano.

Mas ele é um iludido,

Um idealista, puro no sentimento,

E pior, ele está perdido,

Mas não sabe, vive seu momento,

Quando ela disfarça, desfila

Diminui o passo, como só ela sabe,

E ele se derrete, admirando, em um contentamento,

Que nem mais dentro dele cabe.

Ele acredita um dia tê-la consigo

Um dia quem sabe, com um plano,

Ah pura tolice, não mede o perigo,

Mais um ledo engano.

Ela não sabe quem ele é

Que ele devaneia, que é louco,

Por ela, um dócil louco,

É um romântico, um bobo,

Um pobre e singelo maluco,

Talvez ele se cure,

Antes que ela venha a saber

Talvez...mas custo a crer.

Ele acredita um dia tê-la consigo

Um dia, quem sabe, com um plano!

Ah pura tolice, não mede o perigo

Venhamos e convenhamos, um ledo engano...

Do seu modo


Uma menina querendo brincar
A moça arriscando viver
no reflexo do tempo
as lembranças de outra hora
não pude adivinhar, hesitei em arriscar
arrependi por um dia saber

Fica vai, não quero só, se você for
agora foi, não penso mais.

Entre tantas se destaca
inconsciente, criou-se o modelo
amo a moça forte, ainda mais a fraca
nesse mundo que girou
o sorriso só de longe acenou
pro lamento do trovador

Fica vai, não quero só, se você for,
agora foi, não penso mais.

Protagonista, coadjuvante,
poses de artista, desimportante.
a passagem do portal
de um que vem, como será.
de um que foi, e não virá
deixa o resto pra lá

do seu modo, protagonista, coadjuvante,
minha ametista, meu diamante.

Devaneios de um moço com sono


numa imagem utópica
o óbvio que vejo,
na ilusão de devaneios
perco a percepção
do que é firme
o que resta é jogar
fecho os olhos
me preparo pra saltar
e antes que chegue no chão
voando pelo ar,
espero por sua mão
e confio tanto quero
ela estara lá
que bom será
oh! devaneios...



*obvio utopico-> Retrato pra iaia.