terça-feira, janeiro 31, 2006

Em qualquer canto.

Esse tropeiro eu como pelas pontas
E vou de trem sem fazer conta.
Eu vou mansinho sem as ondas
Desconhecido nas montanhas
Nos sempre belo horizontes
Adentro o céu por trás dos montes
Eu vou pelo clube da esquina.
Encantado com a tímida menina.
Na sua brisa como um beijo,
De manhã goiabada e queijo,
E agradeço meu santo,
Aqui sou feliz em qualquer canto,
na mais bela cachoeira,
ou na vila estradeira,
Do meu jeito desconfiado,
Sentado num canto do terreiro,
Vibrando num Atlético e Cruzeiro.
é menina não te deixo pra trás.
Uai, eu amo cê demais.



**em parceria com o Guizão mais uma vez.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Brincando com verbos.

Ao entrar feche a porta.
Ao sair abra um sorriso.
Ao sorrir, divida.
Ao dividir, fale
Ao falar, cale.
Ao calar, reflita.
Ao refletir, suma.
Ao sumir, volte.
Ao voltar, entre.
Ao entrar, feche a porta...

nada demais, nem ela, nem o texto.

E quando muito,
uma palavra.
Ou quando pouco,
uma expressão.
Na sua alva leveza,
nas suas minúcias.
Não te cultivo nada demais,
mas lhe acho fascinante.
mas não é nada demais, mesmo.

esperança.

E quando precisar do ombro
Aqui estarei
Se o fardo for pesado demais
Se Estiver dificil de carregar
Disponha, e abuse.
Não tema nenhum perigo.
Porque não há revolução sem luta
E nessa particular disputa,
To aqui amigo.
Seu reino você é quem faz,
olhos no que vem em frente.
se passou, ficou pra trás.
não se acanhe, não desista.
o recomeço é agora,
persistência, é o lema da nossa vitória.

sábado, janeiro 07, 2006

Ai se Sêsse

"Ai se Sêsse

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse a porta do céu e
fosse te dizer qualquer tolice
E se eu arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tavés que nois dois ficasse
Tavés que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse"



Cordel do Fogo Encantado.


Encantador.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Vagabundo

Que disparate.
o que seres?
Na última tranpiração.
Sem nenhum interesse
numa noite severina
vagabundo, sem inspiração
Numa disritmia mental
jurou ser napoleão
E tempo afora percebeu seu erro,
viu-se Jesus.
E finalmente o que jurara ter feito
O mundo.
Ah cala-te vagabundo.




**uma brincadeira com os nomes das faixas do cd Vagabundo, de Pedro Luís e A Parede & Ney Matogrosso.

mas nem por.

Ah não venha esse olhar
sem essa fala doce.
a quem enganas
nada me impede
tome a indiferença.
deixo que diga.
deixo que finja.
não lhe noto
nem por misericórdia.

seu samba.

Eta menina que samba.
eta menina danada.
e enche os olhos dos pedintes
de suingue, e ginga.
eta menina dance
porque eles querem.
somente samba.

er..

uhm queria abraçar o mundo.
pela primeira vez.
quisera ter mil amigos.
não só 4.
um bem querer profundo.
sem ter porque.
mas guardou pra si.
e a vontade efêmera que só,
foi-se.

Os oim do meu amor

"nunca mais eu vi
os oim do meu amor,
nunca mais eu vi,
os oim dela brilhar,
são dois jarrinho de flor,
e todo mundo quer cheirar"


Cordel do Fogo Encantado.

Encantador.