sexta-feira, maio 26, 2006

O perigo da indecisão faz pensar no agora.

Não tenho tempo para indecisão,
manda a cabeça, sofre o coração.
O que passou, eu já deixei pra trás.
É só assim que se consegue paz.

Cala a boca, to falando comigo.
Arranca a roupa, vem correr perigo.
Mas venha louca, que te dou abrigo.
Coisinha pouca, já não mais consigo.

Perder o tempo tentando pensar.
o melhor mesmo, é se deixar levar.
se arriscar, e arrepender um bocado,
sentir na pele o sabor do pecado.

A hora é essa, o momento é agora.
Se hesitar, abre a porta e vai embora.
Porque pra mim, tudo tem data e hora,
Se perde a vez, depois deita e chora.

quinta-feira, maio 25, 2006

Cambalhota

Bem como um navio quando sai da rota,
Feito a palavra que não cai no papel,
Foi quando a vida deu uma cambalhota,
Tentou se erguer, e alcançou o céu.
Revira o mundo, atrapalha tudo,
Se segura, se não aguenta, solta.
Só não se esqueça do seu plano mudo.
Problema pequeno, já não importa.

Tome cuidado, vê se não vacila,
não descuidar é essencial,
Ninguém segura teu lugar na fila,
Por mais que isso lhe seja vital.

sexta-feira, maio 12, 2006

Um mundo em poucas letras

É a razão de todo luxo,
motivo pra rodear, ficar tonta,
Justificando todo impulso,
Até saber que não dá mais conta.

Então pra que tentar?
Se daqui não quero sair...
Deixe viver, toca o barco pra lá!
Penso no jeito de lhe ver sorrir.

E no mundo de letras poucas,
onde toda existência é insana,
Não existem sérias, muito menos loucas,
um universo que simpatia e beleza emana.

quinta-feira, maio 11, 2006

Tudo fora de ordem.

Forçou, mas não cabe,
Teimou, mas não sabe,
Apaixonou, mas não abre.

Forçou, mas não sabe,
Teimou, mas não abre,
Apaixonou, mas não cabe,

Forçou, mas não abre,
Teimou, mas não cabe,
Apaixonou, mas não sabe!

Tempo corrido.

Já faz mais de dia e meio,
ele até se esforça, sei que tenta,
mas não esquece do seu balanceio.

Já faz mais de uma semana,
E ela faz e desfaz,
pensando que a todo mundo engana,

Daqui a pouco completa mês,
Tudo some, mas aparece. Eis...
...lá vamos nós outra vez.

E essa é a vida que se tem,
do jeito que dá pra levar,
A pé, de bicicleta ou trem,
Ganhando só para a conta do chá!

Só e não.

Não só faça o café,
Só não me perca a flor,
Não só, ser uma mulher,
Só, não ser outro amor.

Não, só acenda a chama,
Só, não me leve a saída,
Não só, diga que ama,
Só não, me deixe perdida.

Não só, estenda a mão,
Só não, me faça chorar,
Não só, seja paixão,
Só não, me pague o jantar.

Só, não quero dormir.
Não, só encostar a cabeça,
Só, não te faço sorrir,
Não só viva, enlouqueça.

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Desculpe a expressão mas fiquei feliz pra caralho com esse texto, foi com eu lírico feminino, eu tentava fazia tempo. To satisfeitíssimo.